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Tentativa de compra de votos: Polícia da Bulgária apreende centenas de milhares de euros destinados a subornos

Tentativa de compra de votos: Polícia da Bulgária apreende centenas de milhares de euros destinados a subornos

Nas últimas 24 horas, a polícia búlgara apreendeu mais cerca de 295 mil euros que, segundo a polícia, se destinavam a subornar eleitores antes das eleições legislativas de domingo.

Um Olhar Europeu com Ceska Televize /
Cartaz eleitoral de Vazrazhdane e dos socialistas búlgaros em Sófia Nikolay Doychinov / AFP



A notícia da apreensão de quase 300 mil euros foi avançada pela agência de notícias EFE. 

De acordo com a agência noticiosa búlgara BTA, a polícia deteve também quatro pessoas por suborno de eleitores

As informações divulgadas até à data não esclarecem qual o campo político que o dinheiro iria beneficiar.

A polícia búlgara encontrou cerca de 200 mil euros e cadernos eleitorais com os dados pessoais em quatro moradas de Varna, segundo a BTA, que cita o Ministério do Interior. 

A polícia abriu uma investigação sobre a matéria há menos de três semanas.

Em quatro outras rusgas realizadas em diferentes regiões do país no último dia, a polícia encontrou cerca de 95.000 euros, que também se destinavam a subornar eleitores para que dessem o seu voto a um determinado partido. Os meios de comunicação social não especificaram de que partido se tratava.

Esta semana, segundo a agência EFE, a polícia búlgara informou que tinha apreendido um total de um milhão de euros em várias operações contra a compra de votos. Posteriormente, referiu ainda que também foram utilizadas notas falsas para o efeito.

A Bulgária realiza no próximo domingo as oitavas eleições legislativas em cinco anos

Espera-se que o novo grupo político do antigo Presidente Rumen Radev ganhe e consiga pôr fim a um longo período de instabilidade política. Radev é descrito como pró-russo, é crítico da ajuda à Ucrânia e de uma série de políticas da União Europeia, incluindo o chamado Acordo Verde.

A Bulgária tem estado mergulhada na instabilidade desde 2021, quando o primeiro-ministro conservador de longa data, Boyko Borisov, perdeu o poder após grandes manifestações contra a corrupção. 

Desde então, nenhum governo do Estado-membro mais pobre da União Europeia durou mais de um ano. 

A queda do último governo foi desencadeada por protestos generalizados contra o orçamento que forçaram a demissão do primeiro-ministro, Rosen Zhelyazkov, no ano passado.

ČTK, jch / 17 abril 2026 11:13 GMT+1

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa - RTP


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